A Cura Milagrosa de Margaret Bieser (2015)
Margaret Bieser desatou a chorar no carro quando voltava para casa, com o marido, depois de sair do consultório médico. Sentia gratidão por todas as formas de auxílio enviadas por Deus, mas ainda assim estava decepcionada.
Margaret tinha neuralgia do trigêmeo, conhecida como a doença do suicídio na internet, porque a dor aumenta consideravelmente com o tempo. Ela havia encontrado um cirurgião que recentemente havia desenvolvido uma cirurgia que poderia amenizar-lhe a dor. Porém, sinceramente esperava que Deus evitasse a cirurgia, curando-a por meio de um milagre. |
Um dia, depois da Missa, seu pároco sugeriu que ela pedisse ao vigário da paróquia, Padre Charbel Jamhoury, que lhe desse uma bênção com a relíquia e a ungisse com o óleo bento de São Charbel. Margaret tinha recebido aquela bênção com a relíquia antes, mas nada sabia sobre o monge libanês canonizado, de modo que nada aconteceu. Mais tarde, descobriu que São Charbel operava curas milagrosas, e passou a ter fé na sua intercessão para obter a cura de que precisava.
Ela não sentiu nenhuma dor no dia anterior à unção. Continuou sem sentir dor no dia seguinte à unção. Então resolveu voltar ao consultório médico e explicar o que tinha acontecido. Ele confirmou que ela estava mesmo curada. Quase seis anos depois, ela continua sem sentir dor alguma.
Ela não sentiu nenhuma dor no dia anterior à unção. Continuou sem sentir dor no dia seguinte à unção. Então resolveu voltar ao consultório médico e explicar o que tinha acontecido. Ele confirmou que ela estava mesmo curada. Quase seis anos depois, ela continua sem sentir dor alguma.
Testemunho
Sempre fui católica. Fui católica fervorosa durante todo o curso elementar. No ensino médio, comecei a me afastar da Igreja. Quando entrei em uma faculdade católica, uma amiga me perguntou: “Por que você ainda se confessa?” Simplesmente olhei para ela e disse: “Sabe de uma coisa, você tem razão.” Então parei de frequentar a igreja. E foi assim que tudo começou.
Conheci meu marido quando tinha 29 anos. Ele também era católico, mas não era praticante. Quando ele me pediu em casamento e resolvemos nos casar, sugeri que nos casássemos no civil, mas ele discordou: “Não, somos ambos católicos. Precisamos nos casar na Igreja Católica. Respondi: “Se vamos fazer isso, precisamos nos confessar e fazer tudo direitinho.” E foi o que fizemos. Já fazia um bom tempo que não nos confessávamos, e começamos a ir à igreja juntos, mas logo passamos a ir apenas de vez em quando. Quando tivemos filhos, decidimos começar a ir à Missa de novo e nos confessar regularmente.
Foi só quando nos mudamos para Houston, em 1983, que percebi, enquanto estávamos em Houston, que Deus estava tentando me atrair.
Muitas outras experiências durante toda a vida dela a inspiraram a ter um relacionamento mais profundo com Deus. Ela era uma católica devota quando foi diagnosticada com uma doença que significa uma mudança de vida radical.
Minha jornada começou no meio da noite no dia 13 de novembro de 2014, quando acordei sentindo pontadas de dor muito fortes no meu maxilar e minha bochecha direitas. Os acessos de dor continuaram durante a noite inteira até de manhã. Como eu era professora da segunda série elementar, liguei para pedir que alguém me substituísse, e depois marquei uma consulta com meu médico de família. Ele me diagnosticou com neuralgia do trigêmeo.
O médico experimentou varios medicamentos, mas eu não estava sentindo o alívio de que precisava. De vez em quando, ao sentir aquela dor, eu era obrigada a interromper a aula. As crianças já sabiam que era hora de rezar pedindo auxílio a Nossa Senhora. Quando a dor diminuía, eu continuava a aula.
No verão de 2015, a dor havia piorado. Na manhã de um certo sábado, enquanto meu marido e eu estávamos assistindo à Missa na nossa paróquia de Sta. Inês, em Baton Rouge, tive um acesso de dor insuportável. Um otorrinolaringologista testemunhou o acesso e veio falar com meu marido e eu depois da Missa, para nos oferecer assistência. Conversamos sobre a doença que eu tinha, e ele recomendou que eu tomasse um medicamento anticonvulsivo. Sabendo que a dor provavelmente aumentaría com o tempo, ele me avisou para não exceder 600 mg por dia, pois o excesso poderia me intoxicar o fígado.
Comecei a ir a um neurologista em Baton Rouge. Ele experimentou vários medicamentos diferentes, mas o anticonvulsivo foi o mais eficaz. Agora eu estava tomando 600 mg de medicação por dia. À medida que a dor e a dose do remédio começaram a aumentar, o neurologista sugeriu que eu procurasse um cirurgião, pois sabia que ninguém em Baton Rouge ou em nenhum outro lugar poderia fazer uma cirurgia para aliviar o problema. Comecei a conversar com todos os meus conhecidos, para ver se alguém poderia me indicar um cirurgião. Uma das amigas de grupos de oração me ligou para me dizer que se lembrava de ter rezado por uma paroquiana de outra paróquia que tinha a mesma doença que eu e que, quatro anos antes, tinha se submetido a uma cirurgia bem-sucedida. Entrei em contato com ela, que me forneceu o nome do seu cirurgião em Houston e todas as informações de que eu precisava para encontrá-lo. Com esse telefone comecei a ver mais claramente que Deus estava caminhando a meu lado nesta jornada.
Comecei um novo ano letivo em agosto de 2015. Eu não havia ligado para o cirurgião de Houston, pois tinha esperança de que, com as orações das crianças, de seus pais e até avós, minha doença melhoraria, e talvez um milagre ocorresse.
À medida que ia passando o ano letivo, a dor aumentava, e a dose do remédio, também. Em 1º.de janeiro, eu estava tomando 1200 mg de medicação, o dobro da dose que era considerada segura. Meu neurologista disse o seguinte para mim: “O que você está esperando? Marque a cirurgia!”
Eu tinha ido a uma Missa de cura na minha paróquia de Sta. Inês, em dezembro, pensando: “Estou mesmo doente. Vou ter que me submeter a uma cirurgia.” Eu não sabia nada sobre São Charbel. Fui até a grade do altar receber a bênção com a relíquia e disse comigo mesma, “Muito bem, São Charbel, ande logo, resolva o meu problema." Mas eu não sabia nada sobre ele. E nada aconteceu.
Mais tarde fui a uma Missa do primeiro sábado do mês, e o padre Hill estava rezando a Missa naquele dia. Depois da Missa, eu lhe disse que ia marcar uma consulta com o cirurgião. Ele disse: “Margaret, deixe-me ungir você.” E eu respondi: “Já me ungiram duas vezes.” Ele replicou: “Não, vamos fazer a unção. Mas antes que eu faça a unção, quando foi a última vez que você se confessou?” E eu respondi: “Há uma semana.” E ele então falou: “Por que você não me deixa ungi-la de novo?”
Então ele me deu a unção e ouviu minha confissão, e depois que fizemos isso, ele me olhou e disse: “Margaret, quero lhe dar uma bênção com a relíquia de São Charbel antes da sua cirurgia.” Desde a Missa, em dezembro, o Padre Charbel tinha colocado uma noticia no quadro de avisos da cantina sobre as curas milagrosas de São Charbel, com algumas fotos. Quando comecei a ler as legendas delas, minha fé no poder deste santo começou a aumentar. Então comecei a procurar conhecê-lo melhor. Fui a Houston, rezando todo o tempo para que o Senhor me curasse de alguma forma, não importava como. Havia muitos estudantes, pais e avós rezando por mim, além de paroquianos que também estavam rezando por mim. Conheci o cirurgião, e ele me disse: “Vamos marcar sua cirurgia para o dia 18 de fevereiro.”
Quando estávamos voltando para casa, eu simplesmente desatei a chorar no carro. Meu marido perguntou: “Por que você está chorando?” Respondi: “Eu acreditava mesmo que Jesus ia curar-me sem a cirurgia.” Ele falou: “Ora, você tem um médico para curá-la. E eu disse: “É, eu sei disso. Mas não quero que façam cirurgia no meu cérebro. Não quero que abram um buraco atrás do meu crânio e depois o fechem usando parafusos.”
Quando voltei, fui me confessar, e pela graça de Deus, o Padre Charbel é que estava ouvindo confissão naquela manhã. Quando vi que não era o Padre Hill, pedi-lhe que me desse a bênção com a relíquia depois da Missa. Ele respondeu: “Claro, vou esperar por você na sacristia.”
Então ele me deu a bênção com a relíquia e o óleo sagrado. Eu lhe perguntei se podía ajoelhar-me no chão e segurar o santinho que tinha a oração, e ele disse que sim. Rezei com muita fé, do fundo do meu coração, para receber um milagre. Pedi ao santo para obter o milagre de cura antes de eu voltar a Houston, e que ele me avisasse se o milagre tinha acontecido, para eu poder ligar e cancelar a operação. Em seguida, lhe ofereci outra opção; se eu não obtivesse um milagre antes de partir: se o milagre fosse ajudar o cirurgião a ter fé em Deus, que fosse feita a vontade de Deus. Mas disse que preferia a primeira opção! Então continuei dizendo que se a cura não pudesse ser através de um milagre, que o santo me ajudasse a suportar a cirurgia e o processo de cura.
Depois dessa oração, o Padre Charbel e eu fomos à cantina, onde voluntários preparam café da manhã todos os sábados para quem vem à Missa. Uma vez na cantina, não senti vontade de comer, só um desejo muito forte de continuar a rezar para São Charbel. Coloquei uma cadeira diante de alguns cartazes onde se liam testemunhos de milagres de cura realizados por São Charbel anos antes. Decidi reler cada um deles, rezando para São Charbel enquanto os lia.
No dia seguinte, não senti nenhum a dor, durante o dia inteiro. Naquela noite meu marido preparou uma farta refeição. Ela consistia de costeletas de porco e salada. Eu não podía comer salada, tudo tinha que ser amassado, porque qualquer movimento do meu maxilar causava dor. Às vezes sentia dor só de abrir a boca um pouquinho. (Naquela noite), raspei o prato e nada precisou ser amassado. Ele olhou, dizendo: “Aconteceu algum milagre?” Ergui a mão, e respondi: “Nem me fale.” “Não alimente esperanças.” Só que eu não tinha sentido nenhuma dor durante o dia inteiro. “Vamos esperar e ver o que vai acontecer.”
A mesma coisa aconteceu na noite seguinte. Ele preparou uma refeição farta e, uma vez mais, não senti dor. Na quinta-feira, eu tinha uma consulta marcada com o neurologista. Eu sabia que Deus estava me guiando. Naquele tempo, se a gente pesquisasse na internet, veria que minha doença era chamada de doença do suicidio, porque os médicos não sabiam como curá-la. A dor fica cada vez mais forte. (A cirurgia) não a cura. Eles colocam calços de teflon entre as artérias e os nervos, para afastar os vasos deles. Era essa a cirurgia que o neurocirurgião havia desenvolvido. Depois daquele telefonema (da paroquiana que tinha conseguido fazer a cirurgia dela), vi que Deus estava me dando esperança depois de esperança.
Antes de ir à consulta, fui à Missa. Depois da consagração, disse a Jesus que achava que um milagre havia acontecido, mas que a cirurgia não podia ser cancelada com base no que eu estava pensando. Eu precisava saber o que Ele queria. Supliquei a Jesus que ele inspirasse meu neurologista para me dizer o que Ele queria que eu ouvisse, para eu saber o que fazer. Fui à consulta e contei ao meu médico o que eu tinha experimentado depois da bênção com a relíquia de São Charbel. O médico escutou atentamente o que lhe contei: que tinha recebido a bênção com a relíquia e não estava mais sentindo dor. Depois, ele exclamou: “Aconteceu um milagre! Pode ligar e cancelar a cirurgia!” Fiquei encantada com essas palavras. Ele me disse que ia à Missa todos os domingos e acreditava em milagres.
Quando liguei para o Padre Charbel para lhe dar a boa notícia, ele pediu um relatório do médico para comprovar o milagre para que ele pudesse ser registrado. Meu marido e eu viajamos para o Líbano no mês de julho de 2016 para agradecer a São Charbel e para registrar o milagre no Mosteiro de São Maron, onde São Charbel vivia e onde também foi sepultado. Foi o 120º. milagre a ser registrado apenas naquele ano.
Essa visita ao Líbano foi uma verdadeira graça que me tocou profundamente o coração. No mosteiro reinava a tranquilidade. Senti vontade de ficar ali para sempre.
Margaret acredita que o milagre aumentou a fé de seus familiares em Deus. Ela também crê que o milagre que recebeu é sinal do grande amor de Deus por São Charbel.
O Papa João Paulo declarou que nossa igreja estava respirando com um pulmão só. Eu tinha pedido a intercessão de todos os santos meus conhecidos da Igreja Ocidental. Não conhecia os santos da Igreja Oriental. Quando obtive esse milagre por intercessão de São Charbel, senti que Deus estava dizendo: “Veja, existe uma outra parte da igreja que você nem mesmo sabia que existia. Mas precisamos conhecer tudo; portanto, há muito que aprender.” Eu tinha pedido a intercessão do Padre Pio, porque tenho devoção por ele. Como os santos sempre foram maravilhosos para mim, rezei para todos os que eu normalmente invocava. Santa Teresinha não intercedeu por mim. Só São Charbel me ajudou, agindo de maneira bem discreta. Não me curou com alarde (posso até ouvir), dizendo: “Deixa comigo.” O único sinal foi que a dor simplesmente parou. Assim como em vida, ele agiu em silêncio.
Conheci meu marido quando tinha 29 anos. Ele também era católico, mas não era praticante. Quando ele me pediu em casamento e resolvemos nos casar, sugeri que nos casássemos no civil, mas ele discordou: “Não, somos ambos católicos. Precisamos nos casar na Igreja Católica. Respondi: “Se vamos fazer isso, precisamos nos confessar e fazer tudo direitinho.” E foi o que fizemos. Já fazia um bom tempo que não nos confessávamos, e começamos a ir à igreja juntos, mas logo passamos a ir apenas de vez em quando. Quando tivemos filhos, decidimos começar a ir à Missa de novo e nos confessar regularmente.
Foi só quando nos mudamos para Houston, em 1983, que percebi, enquanto estávamos em Houston, que Deus estava tentando me atrair.
Muitas outras experiências durante toda a vida dela a inspiraram a ter um relacionamento mais profundo com Deus. Ela era uma católica devota quando foi diagnosticada com uma doença que significa uma mudança de vida radical.
Minha jornada começou no meio da noite no dia 13 de novembro de 2014, quando acordei sentindo pontadas de dor muito fortes no meu maxilar e minha bochecha direitas. Os acessos de dor continuaram durante a noite inteira até de manhã. Como eu era professora da segunda série elementar, liguei para pedir que alguém me substituísse, e depois marquei uma consulta com meu médico de família. Ele me diagnosticou com neuralgia do trigêmeo.
O médico experimentou varios medicamentos, mas eu não estava sentindo o alívio de que precisava. De vez em quando, ao sentir aquela dor, eu era obrigada a interromper a aula. As crianças já sabiam que era hora de rezar pedindo auxílio a Nossa Senhora. Quando a dor diminuía, eu continuava a aula.
No verão de 2015, a dor havia piorado. Na manhã de um certo sábado, enquanto meu marido e eu estávamos assistindo à Missa na nossa paróquia de Sta. Inês, em Baton Rouge, tive um acesso de dor insuportável. Um otorrinolaringologista testemunhou o acesso e veio falar com meu marido e eu depois da Missa, para nos oferecer assistência. Conversamos sobre a doença que eu tinha, e ele recomendou que eu tomasse um medicamento anticonvulsivo. Sabendo que a dor provavelmente aumentaría com o tempo, ele me avisou para não exceder 600 mg por dia, pois o excesso poderia me intoxicar o fígado.
Comecei a ir a um neurologista em Baton Rouge. Ele experimentou vários medicamentos diferentes, mas o anticonvulsivo foi o mais eficaz. Agora eu estava tomando 600 mg de medicação por dia. À medida que a dor e a dose do remédio começaram a aumentar, o neurologista sugeriu que eu procurasse um cirurgião, pois sabia que ninguém em Baton Rouge ou em nenhum outro lugar poderia fazer uma cirurgia para aliviar o problema. Comecei a conversar com todos os meus conhecidos, para ver se alguém poderia me indicar um cirurgião. Uma das amigas de grupos de oração me ligou para me dizer que se lembrava de ter rezado por uma paroquiana de outra paróquia que tinha a mesma doença que eu e que, quatro anos antes, tinha se submetido a uma cirurgia bem-sucedida. Entrei em contato com ela, que me forneceu o nome do seu cirurgião em Houston e todas as informações de que eu precisava para encontrá-lo. Com esse telefone comecei a ver mais claramente que Deus estava caminhando a meu lado nesta jornada.
Comecei um novo ano letivo em agosto de 2015. Eu não havia ligado para o cirurgião de Houston, pois tinha esperança de que, com as orações das crianças, de seus pais e até avós, minha doença melhoraria, e talvez um milagre ocorresse.
À medida que ia passando o ano letivo, a dor aumentava, e a dose do remédio, também. Em 1º.de janeiro, eu estava tomando 1200 mg de medicação, o dobro da dose que era considerada segura. Meu neurologista disse o seguinte para mim: “O que você está esperando? Marque a cirurgia!”
Eu tinha ido a uma Missa de cura na minha paróquia de Sta. Inês, em dezembro, pensando: “Estou mesmo doente. Vou ter que me submeter a uma cirurgia.” Eu não sabia nada sobre São Charbel. Fui até a grade do altar receber a bênção com a relíquia e disse comigo mesma, “Muito bem, São Charbel, ande logo, resolva o meu problema." Mas eu não sabia nada sobre ele. E nada aconteceu.
Mais tarde fui a uma Missa do primeiro sábado do mês, e o padre Hill estava rezando a Missa naquele dia. Depois da Missa, eu lhe disse que ia marcar uma consulta com o cirurgião. Ele disse: “Margaret, deixe-me ungir você.” E eu respondi: “Já me ungiram duas vezes.” Ele replicou: “Não, vamos fazer a unção. Mas antes que eu faça a unção, quando foi a última vez que você se confessou?” E eu respondi: “Há uma semana.” E ele então falou: “Por que você não me deixa ungi-la de novo?”
Então ele me deu a unção e ouviu minha confissão, e depois que fizemos isso, ele me olhou e disse: “Margaret, quero lhe dar uma bênção com a relíquia de São Charbel antes da sua cirurgia.” Desde a Missa, em dezembro, o Padre Charbel tinha colocado uma noticia no quadro de avisos da cantina sobre as curas milagrosas de São Charbel, com algumas fotos. Quando comecei a ler as legendas delas, minha fé no poder deste santo começou a aumentar. Então comecei a procurar conhecê-lo melhor. Fui a Houston, rezando todo o tempo para que o Senhor me curasse de alguma forma, não importava como. Havia muitos estudantes, pais e avós rezando por mim, além de paroquianos que também estavam rezando por mim. Conheci o cirurgião, e ele me disse: “Vamos marcar sua cirurgia para o dia 18 de fevereiro.”
Quando estávamos voltando para casa, eu simplesmente desatei a chorar no carro. Meu marido perguntou: “Por que você está chorando?” Respondi: “Eu acreditava mesmo que Jesus ia curar-me sem a cirurgia.” Ele falou: “Ora, você tem um médico para curá-la. E eu disse: “É, eu sei disso. Mas não quero que façam cirurgia no meu cérebro. Não quero que abram um buraco atrás do meu crânio e depois o fechem usando parafusos.”
Quando voltei, fui me confessar, e pela graça de Deus, o Padre Charbel é que estava ouvindo confissão naquela manhã. Quando vi que não era o Padre Hill, pedi-lhe que me desse a bênção com a relíquia depois da Missa. Ele respondeu: “Claro, vou esperar por você na sacristia.”
Então ele me deu a bênção com a relíquia e o óleo sagrado. Eu lhe perguntei se podía ajoelhar-me no chão e segurar o santinho que tinha a oração, e ele disse que sim. Rezei com muita fé, do fundo do meu coração, para receber um milagre. Pedi ao santo para obter o milagre de cura antes de eu voltar a Houston, e que ele me avisasse se o milagre tinha acontecido, para eu poder ligar e cancelar a operação. Em seguida, lhe ofereci outra opção; se eu não obtivesse um milagre antes de partir: se o milagre fosse ajudar o cirurgião a ter fé em Deus, que fosse feita a vontade de Deus. Mas disse que preferia a primeira opção! Então continuei dizendo que se a cura não pudesse ser através de um milagre, que o santo me ajudasse a suportar a cirurgia e o processo de cura.
Depois dessa oração, o Padre Charbel e eu fomos à cantina, onde voluntários preparam café da manhã todos os sábados para quem vem à Missa. Uma vez na cantina, não senti vontade de comer, só um desejo muito forte de continuar a rezar para São Charbel. Coloquei uma cadeira diante de alguns cartazes onde se liam testemunhos de milagres de cura realizados por São Charbel anos antes. Decidi reler cada um deles, rezando para São Charbel enquanto os lia.
No dia seguinte, não senti nenhum a dor, durante o dia inteiro. Naquela noite meu marido preparou uma farta refeição. Ela consistia de costeletas de porco e salada. Eu não podía comer salada, tudo tinha que ser amassado, porque qualquer movimento do meu maxilar causava dor. Às vezes sentia dor só de abrir a boca um pouquinho. (Naquela noite), raspei o prato e nada precisou ser amassado. Ele olhou, dizendo: “Aconteceu algum milagre?” Ergui a mão, e respondi: “Nem me fale.” “Não alimente esperanças.” Só que eu não tinha sentido nenhuma dor durante o dia inteiro. “Vamos esperar e ver o que vai acontecer.”
A mesma coisa aconteceu na noite seguinte. Ele preparou uma refeição farta e, uma vez mais, não senti dor. Na quinta-feira, eu tinha uma consulta marcada com o neurologista. Eu sabia que Deus estava me guiando. Naquele tempo, se a gente pesquisasse na internet, veria que minha doença era chamada de doença do suicidio, porque os médicos não sabiam como curá-la. A dor fica cada vez mais forte. (A cirurgia) não a cura. Eles colocam calços de teflon entre as artérias e os nervos, para afastar os vasos deles. Era essa a cirurgia que o neurocirurgião havia desenvolvido. Depois daquele telefonema (da paroquiana que tinha conseguido fazer a cirurgia dela), vi que Deus estava me dando esperança depois de esperança.
Antes de ir à consulta, fui à Missa. Depois da consagração, disse a Jesus que achava que um milagre havia acontecido, mas que a cirurgia não podia ser cancelada com base no que eu estava pensando. Eu precisava saber o que Ele queria. Supliquei a Jesus que ele inspirasse meu neurologista para me dizer o que Ele queria que eu ouvisse, para eu saber o que fazer. Fui à consulta e contei ao meu médico o que eu tinha experimentado depois da bênção com a relíquia de São Charbel. O médico escutou atentamente o que lhe contei: que tinha recebido a bênção com a relíquia e não estava mais sentindo dor. Depois, ele exclamou: “Aconteceu um milagre! Pode ligar e cancelar a cirurgia!” Fiquei encantada com essas palavras. Ele me disse que ia à Missa todos os domingos e acreditava em milagres.
Quando liguei para o Padre Charbel para lhe dar a boa notícia, ele pediu um relatório do médico para comprovar o milagre para que ele pudesse ser registrado. Meu marido e eu viajamos para o Líbano no mês de julho de 2016 para agradecer a São Charbel e para registrar o milagre no Mosteiro de São Maron, onde São Charbel vivia e onde também foi sepultado. Foi o 120º. milagre a ser registrado apenas naquele ano.
Essa visita ao Líbano foi uma verdadeira graça que me tocou profundamente o coração. No mosteiro reinava a tranquilidade. Senti vontade de ficar ali para sempre.
Margaret acredita que o milagre aumentou a fé de seus familiares em Deus. Ela também crê que o milagre que recebeu é sinal do grande amor de Deus por São Charbel.
O Papa João Paulo declarou que nossa igreja estava respirando com um pulmão só. Eu tinha pedido a intercessão de todos os santos meus conhecidos da Igreja Ocidental. Não conhecia os santos da Igreja Oriental. Quando obtive esse milagre por intercessão de São Charbel, senti que Deus estava dizendo: “Veja, existe uma outra parte da igreja que você nem mesmo sabia que existia. Mas precisamos conhecer tudo; portanto, há muito que aprender.” Eu tinha pedido a intercessão do Padre Pio, porque tenho devoção por ele. Como os santos sempre foram maravilhosos para mim, rezei para todos os que eu normalmente invocava. Santa Teresinha não intercedeu por mim. Só São Charbel me ajudou, agindo de maneira bem discreta. Não me curou com alarde (posso até ouvir), dizendo: “Deixa comigo.” O único sinal foi que a dor simplesmente parou. Assim como em vida, ele agiu em silêncio.